Japonês espera há 42 anos para ser morto

O Japão registra a mais longa espera pela execução da pena de morte de um prisioneiro, Hakamada Iwao, espera há 42 anos sem poder falar com os outros presos, assistir televisão ou ler livremente.

Mundo, Notícias
Por Anderson Ricardo em (11/10/2011 às 01:03)

O japonês Hakamada Iwao, condenado em 1968 à pena de morte pelo assassinato do patrão, da mulher do patrão e de dois dos filhos, espera até ao momento que a sentença seja cumprida. No total são 42 anos de espera.

Hakamada Iwao Japonês espera há 42 anos para ser mortoHakamada Iwao foi acusado, em 1966, de matar o chefe da fábrica onde trabalhava, a esposa e dois dos filhos, em Shimizu, no Japão. A família foi apunhalada e a casa incendiada. Embora, num primeiro interrogatório, sem a presença de um advogado, tenha confessado o crime, durante o julgamento negou ser o autor dos assassinatos e assegurou que a polícia o havia batido até que se declarasse culpado.

Em 1968, o ex-lutador de boxe acabou por ser condenado à pena de morte, que até ao momento ainda não foi executada. Iwao é agora o prisioneiro mais antigo à espera do final no corredor da morte.

Todos os recursos que apresentou nos anos subsequentes foram recusados, por diversos tribunais, e Hakamada Iwao assumiu que o seu final tinha data marcada.

O tempo de espera pelo execução final acabou por ter consequências mentais para o prisioneiro. A saúde mental acabou por se deteriorar e as cartas que mandava à família começaram a encher-se de rabiscos sem sentido.

Apesar das organizações dos direitos humanos, como a Amnistia Internacional, reclamarem a libertação devido à gravidade do estado mental do prisioneiro, as autoridades japonesas têm ignorado os apelos e negaram-se a rever a pena.

Em 2008, a Amnistia Internacional chegou mesmo a fazer uma denúncia pública sobre a situação em que se encontra o japonês e pediu que se abandonasse a pena de morte. A organização censurava a situação de ‘asilo’ em que vivia na prisão e informava a grave deterioração da saúde mental.

As pessoas que o viram nos últimos meses asseguram que está confuso e desorientado“, afirmou a Amnistia.

A família também exigia um novo julgamento, dada a falta de solidez nas provas existentes contra Hakamada Iwao.

Contudo, nenhum destes motivos foi suficiente para que as autoridades japonesas anulassem a pena a que foi condenado, apesar de se estar a infringir um dos artigos do Código Penal que afirma que “se uma pessoa condenada à morte se encontra num estado de enfermidade mental, a execução deverá ser interrompida pelo ministro da Justiça.”. No entanto, o Japão não tem nenhuma pena comutada desde 1975.

Em todo o mundo, cerca de 18 mil pessoas estão condenadas à morte e à espera, nas prisões, pela execução da pena. Os números foram revelados, esta segunda-feira, pela Amnistia Internacional a propósito do Dia Mundial Contra a Pena de Morte. Segundo a organização, a pena de morte é praticada em 23 países e ceifa milhares de vidas por ano.

O Japão registra a mais longa espera pela execução da pena de morte de um prisioneiro. Hakamada Iwao, espera há 42 anos sem poder falar com os outros presos, assistir televisão ou ler livremente.

A Bielorrússia é o único país europeu onde se aplica a pena de morte e é um caso particular de preocupação para a Amnistia Internacional. Segundo a organização, desde 1991, cerca de 400 pessoas podem ter sido executadas no país, embora o número real seja desconhecido por causa do sigilo que existe em torno das execuções.

 

Fonte: jn.pt

 


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