Em SP, lésbicas protestam contra violência

Evento reuniu cerca de 1.500 pessoas neste sábado. Marcha pede menos violência, menos preconceito e mais visibilidade

Brasil, Notícias
Por Anderson Ricardo em (02/06/2013 às 01:13)

Em SP lésbicas protestam contra violência Em SP, lésbicas protestam contra violência
sp lesbicas 2013 Em SP, lésbicas protestam contra violênciaUm dia antes da 17ª edição da Parada Gay de São Paulo, que acontece neste domingo (2), a Avenida Paulista foi palco da 11ª Caminhada de Lésbicas e Bissexuais contra a violência e preconceito. A concentração começou por volta das 12h30 deste sábado (1º), no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), onde começará também a Parada Gay. De acordo com a Polícia Militar, cerca de 1.500 pessoas participam da marcha.

Carregando cartazes com dizeres como “basta de machismo, chega de racismo, fora lesbofobia” e “violência contra a mulher não é o mundo que a gente quer”, o grupo pedia o fim do preconceito e respeito aos direitos.

As mulheres começaram a batucar, convocando as pessoas que passavam a se juntar no protesto. Algumas pegaram o microfone e gritaram “fora Feliciano”, em referência ao deputado federal do PSC-SP que preside a comissão de Direitos Humanos da Câmara.

Outros participantes, inclusive homens, travestis e estrangeiros usaram o microfone para discursar antes de começar a caminhada, defendendo os direitos e criticando o preconceito contra o relacionamento entre duas mulheres.

Saíram em caminhada às 14h15 com uma bandeira de arco-íris gigante e gritando “abre alas que as mulheres vão passar, com essa marcha muita coisa vai mudar”. A manifestação ocupou a faixa de ônibus mais uma faixa da pista sentido Rua da Consolação da Paulista e, depois, a faixa sentido Centro da Rua Augusta. As manifestantes pediam para que limpassem o lixo do chão para não deixar a cidade suja.

Célia Alldridge, militante em São Paulo da Marcha Mundial das Mulheres, diz que todas devem ser livres. “Estamos aqui pra desmascarar a lesbofobia, exigimos o direito de ir e vir livremente”, disse. “O casamento só não basta, queremos transformação social e mudar o mundo que vivemos e o sistema que nos mantêm prisioneiras dentro da nossa casa.”

lesbicas sp 2 Em SP, lésbicas protestam contra violência
A estudante Beatriz Nunes Campello, de 18 anos, participa pela primeira vez da caminhada. “Temos que lutar pelos direitos. Fui muito segregada por ser diferente e acho que as pessoas têm que aceitar as diferenças.”

Não apenas homossexuais participaram da caminhada. A empresária Manuela Nunes, de 42 anos, é heterossexual e fez questão de ir para protestar contra todos os tipos de discriminação. “Seria muito melhor para o nosso mundo se não houvesse preconceito.”

O ato seguiu até a Praça Roosevelt, onde seriam realizados shows das cantoras Joana Flor e Luana Hansen, das bandas Dona Selma vai à Feira, Anti_corpos e Santa Claus e dos DJs Barbara Deister e DJ Lix.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) monitora o trânsito na região desde o começo do evento até as 21h deste sábado. Por causa da marcha, sete linhas de ônibus tiveram seus itinerários alterados e, além disso, foram feitos bloqueios temporários nas vias durante a passagem dos manifestantes.

 

Fonte: g1.globo.com

 


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